Fortaleza recebeu, nesta terça-feira (4), representantes de empresas de saneamento, órgãos públicos e instituições parceiras para uma agenda dedicada aos desafios e às perspectivas do saneamento em comunidades rurais. A programação faz parte da reunião presencial da Câmara Técnica de Saneamento Rural (CTSR) da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), realizada no auditório da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).
Ao longo do primeiro dia de atividades, os participantes analisaram diferentes aspectos relacionados à ampliação do acesso aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no meio rural, com destaque para modelos de gestão, financiamento e preparação dos sistemas diante das mudanças climáticas.
A abertura da programação foi marcada por uma discussão sobre a estrutura institucional adotada no Ceará para a oferta de saneamento rural. O painel contou com Helder Cortez, assessor da Cagece; Marcondes Ribeiro, diretor-presidente do Instituto SISAR; e Marcelo Almeida, analista de regulação da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce).
Outro eixo da reunião foi a busca por mecanismos capazes de ampliar os investimentos no setor. A mesa dedicada ao financiamento e à captação de recursos reuniu Joel de Jesus Macedo, gerente de Prospecção de Recursos da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e coordenador da Câmara Técnica de Recursos Financeiros (CTRIF) da Aesbe; Negreiros Bastos, secretário da Secretaria das Cidades do Estado do Ceará; José Farias, coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene); e Luciana Xavier de Lemos Capanema, chefe do Departamento de Estruturação de Projetos de Saneamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No período da tarde, a programação passou a abordar os efeitos das alterações no clima sobre a infraestrutura e a prestação dos serviços de saneamento em regiões rurais. A discussão considerou a necessidade de preparar os sistemas para diferentes cenários climáticos e, ao mesmo tempo, avançar na universalização do atendimento.
Participaram desse debate Leonardo Costa, assistente de Comunicação da Cagece e coordenador da Câmara Técnica de Comunicação Institucional (CTCI) da Aesbe; Francisco das Chagas Junior, diretor técnico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme); e Antonio da Costa Miranda Neto, coordenador de projetos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
A reunião da CTSR busca promover a troca de experiências entre instituições e empresas do setor, contribuindo para a construção de alternativas que considerem as particularidades das áreas rurais e os desafios relacionados à expansão e à sustentabilidade dos serviços de saneamento.